Tendência impulsionada pela Geração Z transforma os adesivos secativos em símbolo de beleza, enquanto especialistas reforçam a importância do tratamento
A acne, antes frequentemente associada apenas à adolescência e vista como algo a ser escondido, vem ganhando uma nova abordagem principalmente entre jovens. Com o crescimento dos debates sobre autoestima, saúde mental e aceitação da pele real, a condição passou a ser encarada como uma questão estética e como um fator que pode influenciar relações pessoais, vida profissional e bem-estar emocional.
"A acne é uma doença inflamatória da pele que surge principalmente na adolescência devido às alterações hormonais da puberdade. Nesse período, há aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas, associado ao espessamento da camada superficial da pele, à proliferação da bactéria Cutibacterium acnes e à inflamação. O tratamento depende da intensidade do quadro e pode incluir dermocosméticos específicos, medicamentos tópicos, antibióticos, isotretinoína nos casos indicados, além de procedimentos realizados em consultório, como limpeza de pele, peelings para acne e tecnologias que ajudam a controlar a inflamação e prevenir manchas e cicatrizes", explica a dermatologista Gabrielle Adames.
Um dos reflexos dessa mudança é a popularização dos adesivos para acne, que deixaram de ser vistos apenas como um recurso discreto de tratamento e passaram a ocupar espaço como tendência e estilo. Impulsionados principalmente pela Geração Z, os chamados pimple patches aparecem em versões coloridas e formatos diferentes, transformando o cuidado com a pele em uma prática mais leve e até parte da identidade visual de quem usa.
"Os adesivos para acne podem ser um bom aliado, principalmente nas lesões inflamatórias superficiais. A maioria é produzida com hidrocoloide, um material que absorve o excesso de secreção, mantém um ambiente úmido favorável à cicatrização e protege a espinha do contato com as mãos, reduzindo o risco de manipulação, infecção, manchas e cicatrizes. Alguns ainda contêm ativos como ácido salicílico, niacinamida ou óleo de melaleuca, que potencializam o controle da inflamação. No entanto, eles não substituem o tratamento dermatológico quando a acne é persistente ou moderada a grave", destaca a Dra. Gabrielle Adames.
A acne também deixou de ser um problema restrito aos adolescentes. A chamada acne adulta tem ganhado visibilidade entre pessoas que continuam enfrentando espinhas após essa fase, com fatores como alterações hormonais, estresse, hábitos de vida e características individuais podendo influenciar o quadro.
"A acne adulta tem se tornado cada vez mais frequente, principalmente entre as mulheres a partir dos 25 anos, e pode surgir mesmo em pessoas que nunca tiveram acne na adolescência. Na maioria dos casos, ela está relacionada a alterações hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos, oscilações do ciclo menstrual, gestação ou menopausa, mas também pode ser influenciada pelo estresse, predisposição genética, alguns medicamentos, uso inadequado de cosméticos e hábitos de vida.
Diferentemente da acne da adolescência, ela costuma se concentrar no terço inferior da face, especialmente nas regiões do queixo, mandíbula e pescoço, apresentando lesões mais profundas, dolorosas e inflamatórias, que têm maior risco de deixar manchas e cicatrizes permanentes", explica a dermatologista Gabrielle Adames.
LS8 Assessoria de Comunicação
Foto Créditos Aline Evelin