Empresária com trajetória em hotelaria, eventos e tecnologia destaca a importância da organização comercial, da leitura de mercado e do uso de dados confiáveis para decisões mais seguras
Com trajetória construída no mercado de hotelaria e eventos, a empresária Juliana Pires tem ampliado sua atuação em discussões ligadas à eficiência comercial, à preparação dos hotéis para receber eventos e ao papel da inovação na rotina do setor.
À frente da Pires Hotéis e Eventos e também da Orçamenta.ai, Juliana reúne experiência prática de mercado e uma leitura estratégica sobre os movimentos que vêm transformando a relação entre hotéis, empresas, entidades e oportunidades de negócios. Sua atuação passa tanto pelo relacionamento com o trade quanto pela observação direta dos gargalos que ainda dificultam a operação comercial de muitos empreendimentos, especialmente no segmento de eventos.
Esse repertório faz com que Juliana participe de debates sobre temas cada vez mais relevantes para a hotelaria, como a importância da agilidade no atendimento, o preparo dos hotéis para receber demandas corporativas e associativas, a profissionalização da venda de eventos e a necessidade de processos mais organizados para reduzir perdas comerciais.
Na avaliação da empresária, o mercado exige hoje uma visão mais ampla sobre a experiência do cliente. Estrutura física, localização e capacidade de entrega seguem sendo importantes, mas já não bastam sozinhos. A maneira como o hotel responde, organiza sua operação, acompanha oportunidades e conduz sua negociação também passou a influenciar diretamente a competitividade.
Ao longo dos últimos anos, Juliana tem defendido que a hotelaria precisa olhar com mais atenção para o funcionamento interno de sua área comercial. Para ela, parte das perdas do setor não está necessariamente na falta de demanda, mas na lentidão dos processos, na ausência de padronização e na dificuldade de transformar interesse em fechamento com rapidez e consistência.
Essa visão também se conecta ao avanço das discussões sobre tecnologia aplicada ao mercado. Em vez de tratar inovação como tendência abstrata, Juliana costuma abordar o tema a partir da prática. O foco está em como dados, automação e inteligência operacional podem ajudar hotéis a responder melhor, trabalhar com mais previsibilidade e tomar decisões com maior segurança.
Entre os temas sobre os quais ela vem se debruçando estão a força dos eventos para a hotelaria, a relevância das visitas técnicas, a integração entre operação e comercial, o impacto da velocidade de resposta nas vendas e a importância dos hotéis estarem preparados não apenas para receber bem, mas também para vender melhor.
Em um cenário de mercado mais competitivo e sensível a resultados, Juliana defende uma combinação entre experiência, leitura de campo e uso qualificado da informação. Para ela, decisões mais consistentes dependem cada vez mais de dados confiáveis e de uma visão realista da operação. “Em qualquer setor, tomar decisão sem dado confiável é aumentar o risco de errar. E, em ano de eleição, isso fica ainda mais sensível, porque cresce o volume de informação, de interpretação e de ruído. Por isso, trabalhar com números reais, dados consistentes e leitura responsável do cenário é fundamental. Na hotelaria, no turismo, nos eventos e em qualquer ambiente de negócio, boas decisões dependem menos de percepção e mais de informação de qualidade.”, finaliza a empresária.