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Tendências atuais para o setor do luxo

A velocidade com que os acontecimentos têm povoado as redes sociais pelo mundo torna, sem dúvida, uma coluna sobre tendências um trabalho bastante desafiador. Com a expansão das grifes por meio de redes gigantescas de lojas através do mundo, as práticas administrativas deste setor começam a equipar-se com aquelas das empresas tradicionais de varejo e, consequentemente, a necessidade de estratégias similares para o enfrentamento das oscilações naturais dos mercados. Terrorismo, economias enfraquecidas, guerras, mas, acima de tudo, uma população enorme conectada com ideias bem diferentes do que o mundo deverá ser daqui para frente.

A grande vantagem é que o setor do luxo sempre teve como carro chefe a inovação e a ruptura. E estas constantemente foram alcançadas por intermédio da observância sem filtros dos comportamentos universais das diversas tribos existentes, assim como sua imediata aplicação para a vida real.

Qualquer empresa pode beneficiar-se destes recursos, e a coluna de hoje pretende trazer alguns destes movimentos. Observem a mais recente publicidade da Chanel. A filha de Will Smith, com 16 anos, é a nova cara da grife. Uma menina de pele escura com cabelo natural é hoje o símbolo de uma das mais conceituadas grifes de roupa feminina, deixando clara a importância da nova geração Y para o consumo mundial, assim como a quebra de qualquer preconceito racial. Ou então a campanha publicitária mais recente da Louis Vuitton, a empresa de moda mais valiosa do mundo (US$ 22,5 bilhões), denotando claramente o movimento atual de feminização do masculino. Também recorrendo ao Will Smith, coloca o seu filho Jaden vestido com as roupas femininas da grife, apresentando a proposta de unificação de gêneros. Disruption total.

As empresas precisam ter coragem para inovar com a simples observância das necessidades humanas e encontrar seu público através da comunicação adequada. Mas é preciso comprometimento e autenticidade para que você consiga gerar a confiança do consumidor na sua proposta e na aceitação dos novos valores.

As mulheres vivem hoje suas conquistas e passam no momento atual por um empoderamento de suas posições, mas sem com isto se masculinizarem, ao contrário, muito mais sensuais e objetivas. Não há mais tanta fragilidade e doçura na publicidade e na comunicação, mas, sim, vibração e excitação.

No que diz respeito a produtos, há notoriamente uma elevação do básico e do simples. Uma extrema valorização do “bem feito”, do produto durável e com um engajamento social bastante acentuado, original e comprometido. Bege e cru são o novo “black”. Rejeição total ao preto/branco em função das campanhas terroristas do estado islâmico. Neste aspecto somos remetidos então à reabilitação do espaço com a transformação de antigas fábricas, depósitos, galpões, em ambientes de trabalho compartilhados por empresas de tecnologia e envolvidas com criatividade e inovação. Escolas de design florescem pelo mundo a uma velocidade espantosa. Já são mais de 800 na China.

Há uma atenção muito grande para a customização e a adaptação de produtos a públicos específicos, respeitando crenças, hábitos e capacidade de consumo. Os produtos vão muito além de sua funcionalidade. Devem conter um grande percentual de emoção e significado. Isto faz com que as empresas tenham a obrigação de se superar e não simplesmente buscar a superação.

Nos mais badalados e recentes restaurantes, hotéis e espaços comerciais observa-se uma forte “urbanização do rural”, com paredes cobertas por verde e espaços onde a simplicidade e os materiais rústicos do campo compõem um cenário atual combinados com equipamentos tecnológicos funcionais.

Vivemos também a Era da Idade (The Age of the Age), onde faixas etárias antes ignoradas hoje fazem parte dos consumidores mais descolados da atualidade, frequentado galerias de arte, academias, além de usar tecnologia e redes sociais.

É uma grande vantagem para empresas localizadas no hemisfério sul. As cores, culinária, arquitetura e, acima de tudo, a forma otimista de encarar o futuro encontram público certo em todo o mundo atualmente. A escolha e a inserção destes elementos em sua comunicação e em seus produtos poderá mais facilmente ganhar a simpatia e confiança de uma geração que tem como lema um mundo mais justo e compartilhado. Apple, Google, Uber, Netflix, Spotify, AirBnB e uma boa dose de Kim Kardashian é o que está fazendo o mundo girar atualmente. Não fique fora desta onda. E, não esqueça, a robótica, a transformação genética, o dinheiro virtual e a guerra da codificação para proteção da informação já estão batendo à porta. Benvindos ao futuro.

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