Especialista em consórcios, Patrícia Borges defende compra planejada como alternativa para quem quer sair do aluguel e explica como a modalidade pode ser usada de forma estratégica na formação de patrimônio
O sonho da casa própria continua presente na vida de muitos brasileiros, mas a realidade econômica tem levado parte das famílias a adiar esse projeto. Com o orçamento apertado e o alto nível de endividamento, a compra planejada passou a ser vista como uma alternativa mais viável para quem quer sair do aluguel e começar a construir patrimônio.
Para a especialista em consórcios Patrícia Borges, da P&P Investimentos, o consórcio pode ser uma ferramenta estratégica nesse processo, desde que seja usado com planejamento e objetivo bem definido.
Segundo ela, a modalidade permite organizar a compra de forma mais consciente, ajudando o consumidor a trocar decisões impulsivas por um projeto de médio e longo prazo. A proposta, afirma, é transformar o desejo de adquirir um imóvel em uma rota real de construção patrimonial.
Patrícia destaca que um dos erros mais comuns entre quem busca essa alternativa é avaliar apenas o valor da parcela, sem considerar fatores como prazo, capacidade de pagamento, reserva financeira e meta final. Para a especialista, sem esse olhar mais amplo, o consumidor corre o risco de comprometer o orçamento sem, de fato, avançar na conquista do patrimônio.
A orientação, segundo ela, é que o consórcio seja encarado não como um atalho, mas como um método de organização financeira. Nesse modelo, o compromisso mensal funciona como instrumento de disciplina para famílias que desejam comprar um imóvel de forma planejada.
Em sua atuação em São José, Santa Catarina, Patrícia Borges trabalha com planejamento personalizado voltado à aquisição de imóveis e à formação patrimonial. A especialista defende que a mudança de comportamento é parte essencial desse processo.
“Vamos trocar bolsinhas e blusinhas por casinhas”, afirma.
A frase resume uma ideia que, segundo ela, precisa ganhar espaço no orçamento das famílias: priorizar escolhas que contribuam para a construção de patrimônio, em vez de concentrar recursos apenas no consumo imediato.
Entre os exemplos citados por Patrícia, está o caso de um cliente que investiu R$ 100 mil e conseguiu acessar R$ 584 mil em crédito, viabilizando a estratégia de compra. Para ela, situações como essa mostram que, com planejamento, o consórcio pode deixar de ser apenas uma intenção e se tornar um instrumento concreto de realização.
Para quem deseja começar, a especialista recomenda três passos básicos: definir com clareza o objetivo, ajustar o orçamento para manter constância nos pagamentos e buscar orientação para evitar erros que possam comprometer a estratégia.
Em um cenário em que sair do aluguel parece cada vez mais difícil para grande parte da população, Patrícia Borges reforça que a compra planejada pode representar não apenas o acesso ao imóvel, mas o início de uma construção patrimonial mais sólida e sustentável.
Texto: 75Comunica
Foto: Natali Mota