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Inovar no mercado do Luxo

Desde a última edição da Onne & Only, as novidades não pararam de surgir. Isso prova o dinamismo do setor do luxo, e o quanto ele traz soluções inovadoras que, na maioria das vezes, são simples e nos deixam aquela expressão: “como não pensamos nisso antes”. Nenhum setor de comércio investe tanto em pesquisa e inovação como o mercado do luxo, pois ele não depende de clientes, mas sim de fiéis seguidores e embaixadores que compram e promovem suas marcas preferidas, provocando espontaneamente a aderência de mais e mais fãs.

Um dos grandes responsáveis por este fato é a capacidade que o mercado do luxo tem de alimentar “relacionamentos duradouros“. Contudo, todas as empresas deste setor que não conseguiram resultados satisfatórios até o momento é porque apresentam deficiência em contar uma história coerente e convincente para seus seguidores, e organizar um time capacitado em levar esta história adiante para conquistar relacionamentos.

Esta deficiência catapultou o crescimento das vendas no mercado para e-Luxury, via canais eletrônicos. No entanto, não demorou para que a presença humana se fizesse necessária. Os sites que mais tiveram sucesso nas vendas online foram aqueles que colocaram especialistas de plantão, fornecendo aconselhamento e orientações. Mais uma prova da importância e da necessidade de relacionamentos. Mesmo com as novas gerações de consumo, o contato humano e o bom atendimento ainda são valorizados, no entanto, muitas empresas ainda não se convenceram de sua importância e dos investimentos necessários em treinamento e preparo destes embaixadores das marcas.

Além disso, outras medidas são importantes para sair do isolamento e integrar o novo mundo dos serviços, como, por exemplo, criar um grupo de especialistas que contribuam externamente para o seu empreendimento, por meio de participações esporádicas e colaborações por projetos. É impossível manter em uma única empresa uma diversidade de talentos necessária para a realização de projetos inovadores e que sejam rapidamente colocados em prática. Não há mais tempo hábil para as equipes internas assimilarem e executarem os projetos necessários que farão o mainstream gerar os resultados que as empresas esperam.

Outra forma de acessar rapidamente o mercado atual é através das “collabs”, colaborações entre marcas que colocam seus produtos rapidamente em um segmento que de outra forma talvez jamais conseguisse penetrar. O mercado do luxo e o mercado de massa estão repletos de exemplos de sucesso, e prometem ser cada vez mais frequentes em uma variedade maior de setores, afins ou não.

A Cocriação também veio para ficar, e acaba de criar um jargão no mercado do luxo: o Me2B. Enquanto algumas empresas focam no B2B e no B2C, o Me2B é realidade em diversas marcas. Cocriar e adquirir produtos exclusivos é fundamental na era em que as pessoas estão vivendo o “eu quantificado”. Através das redes sociais, uma legião de pessoas adquire voz ativa, capaz de influenciar milhares de outras, tornando-se protagonistas do seu próprio espetáculo. E ser único é pré-requisito básico.

Investir em startups é outra forte tendência, pois um setor que depende da criatividade, e a criatividade sendo uma das principais características da Geração Z, e grande parte, ainda, da geração Millenials, deixa claro que o sucesso de novos projetos passa irreversivelmente por este setor. Junte-se a ele o atual sistema de Crowdsourcing. Desde 2011, a NASA tem usado plataformas de Crowdsourcing para resolver problemas nas estações espaciais. Estas soluções incluem métodos que ajudam os astronautas a se exercitarem no espaço, criar melhores condições de existência, e ajudar na descoberta de novos planetas. A razão pela qual o Crowdsourcing funciona é porque as soluções são descobertas por pessoas que não estão nas mesmas áreas de atuação onde o problema surgiu.

E como não poderíamos deixar de comentar, a Inteligência Artificial Pessoal (A.I.P.), conforme reportado pelo Instituto do Luxo de New York, deverá, nos próximos anos, tornar muito mais interessante a vida dos consumidores. O Big Data tem sido aplicado em empresas como Facebook, Google e Amazon. No entanto, na internet descentralizada que vem por aí, o cliente não mais será o produto final.

Na medida em que as pessoas terão total controle e privacidade sobre suas informações, preferências, finanças, estilo de vida, saúde etc., as empresas fiduciárias destas informações confidenciais poderão, através da inteligência artificial, criar soluções éticas e experiências personalizadas e adaptadas às reais necessidades dos indivíduos.

O mercado do luxo continua vigilante e atento à evolução, transformação e adaptação que acontecem com os consumidores em todos os setores e classes, a fim de trazer sempre inovações a novas realidades.

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